terça-feira, 6 de março de 2012

A volta.

Estava devendo o ultimo post sobre a viagem, o post sobre a volta.
Não poderia fazer isso com quem me ler e nem comigo mesma, de certo que ja fazem quase 15 dias que eu voltei e de certo que esse post já está escrito há 15 dias, eu que na minha individualidade (só que não) não postei.

23/02
Minha última semana em lyon foi a melhor possível, quinta fui ao Berthon, um bar cheio de cervejas, umas frutadas, outras não, umas com 12% de alcool e outras com apenas 3%, fui sozinha, tinha mil perguntas sem resposta do tipo: "o que eu vou fazer quando volta?"  "quais serão os meus sentimentos?" "onde eu vou trabalhar?", acho que de todas a ultima é a que mais me perturba.
No outro dia voltei lá, com a nina a Iza e um carinha do Rio, claro que eu não teria sido eu se eu não tivesse bebido mais do que devia, ahuhahahauaahau.
Mas o bom da noite foi o dia seguinte, ficamos em estado de letargia, eu e a nina, e tudo era demasiadamente engraçado. O almoço de sábado foram duas pizzas Dóminos, e eu tive que ir comprar o colchão que eu furei da Iza, no shopping de lyon, pra mim foi um dos dias mais significativos da viagem, os laços, os risos, parecia realmente que tínhamos consolidado algo, que havíamos criado algo mais e que éramos, simplemente éramos, naquele momento.
Seguir em frente foi dificil, arrumar as malas, revisar a casa, olhar o comodo que me abrigou durante 40 dias, voltar foi dificil, não que eu não quisesse voltar, mas por ter que deixar tudo que me modificou, tudo que  me transformou, mas a terça-feira havia chegado e eu tinha que ir embora. Se deixar lyon foi dificil, deixar a França foi a coisa mais fácil desses 40 dias, parece pedantismo, mas acreditem, não é, é extremamente dificil chamar esse país de lar.
Lar, como eu fui descobrir mais tarde é aquele local que voce briga, que voce chora, que voce tem raiva, que voce sorrir, que voce fica aliviada, que te encanta, que te deixa confortável. Descobrir isso quando sair de Madrid, me senti com esse misto de sensações, sensações que so me mostraram que eu moraria fácil Espanha. 
Mas preciso voltar um pouco para a minha viagem França-Espanha, não posso esquecer das 4 trocas de trem e dos meus 70kg de mala, não posso esquecer da minha força de mulher de 1,57, completamente sem costume de carregar muito peso, e ó, posso dizer que me sai muito bem. Madrid é linda, mas parece com qualquer outro lugar, ela tem esse ar de ser comum, me lembrou milão, mas pouco posso dizer sobre ela, tirando o aeroporto que deve ter comentando no inicio do blog, que é enorme. Cheguei na cidade e fui enrolada pelo taxista, 37 euros em um taxi que so me custou na realidade 27 euros, mas paguei, estava cansada de mais para discutir, so queria a minha cama no hotel. Fiquei muito bem hospedada em Madrid, do lado do aeroporto, no ibis.
Mas a minha maior raiva da viagem, foi quando fui ao aeroporto, pirmeiro porque eu estava cansada, segundo porque o cara quebrou a minha mala, nunca vou esquecer que eu andei dois países, para um filho da puta quebrar no carro, indo para o aeroporto, a minha mala e ainda teve a coragem de olhar pra mim e dizer: "é porque ela estava muito pesada", enfim, engoli o choro e fui para o aeroporto, chegando lá descubro que possivelmente não poderia embarcar, pq a operadora que me tinha vendido a passagem tinha falido, bom, quem acompanhou esse blog desde o inicio, pode ter percebido a inclinação que a minha vida tem para problemas e dificuldades, mas acho que Deus me deu um dom de respirar fundo e pensar, "Bom, se o que tem pra hoje... a gente encara", claro que no inicio se quer chorar, mas depois se percebe que chorar é tão ou mais ineficaz que apenas chorar. 
Acabou que eu embarquei, faltando 50 minutos, nos ultimos segundos para fazer o check-in.
O voou foi tranquilo, era o que eu gostaria de dizer, se não fosse pelo cara que quase teve um enfarte no meio do avião na metade do voou, ainda bem que foi quase um e que tinha médico no avião.
Chegar no brasil fio fácil, comparada a minha chegada à Fortaleza, claro que eu vim da maneira mais difícil, ou a menos prática, cheguei em Guarulho, mas o meu voo pra Fortaleza saia de campinas, então... mais uma viagem até campinas, na praça peguei um taxi, porque so tinha 45 minutos para não perder o avião e por fim cheguei no aeroporto, graças a Deus, a tempo. Na viagem para campinas conheci uma paulistana, que me disse que eu poderia muito bem ser comissária de bordo (ela trabalhava com isso), pensei: "Pour quoi pas?" Quem sabe eu não tente um dia. 
Estou doida para chegar em Fortaleza e ver a minha sobrinha, que deve está enorrrrrrrrrrme, e gente que saudades da minha cama, mamãe, to cheeeeeeeeegando, mas agora preciso enfrentar mais algumas horas de vôo.